quinta-feira, 24 de novembro de 2011

PT promoverá seminário sobre Ética e Política


O Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores de Bebedouro realizará, no dia 08 de dezembro, um Seminário com o Palestrante, Professor da USP, Valter Luis Lara, sobre Ética e Política. O evento será das 20 às 22 horas, no auditório da OAB. Os convites serão vendidos antecipadamente por R$ 10,00, que serão utilizados para cobrir as despesas com a organização do evento. Não haverá venda de convites no local. Segundo Luis Carlos de Freitas, presidente do Diretório Municipal do partido “esse é um bom momento para se discutir esse assunto, pois no meio político de nossa cidade, salvo honrosas exceções, os valores éticos parecem estar sendo desprezados”, alerta o dirigente.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

PT se reúne dia 30 para pedir que Orpham assuma pré-candidatura

O ex-vereador Carlos Orpham ainda reluta em assumir sua pré-candidatura a prefeito pelo Partido dos Trabalhadores, alegando que assim seria mais fácil o diálogo com outros partidos visando uma aliança para 2012. Porém, o Diretório Municipal pensa diferente "nós fizemos um seminário de planejamento no mês de julho e definimos a candidatura própria, nosso candidato será o companheiro Orpham", diz o presidente da sigla, Luiz Carlos de Freitas. "Além disso, todos os partidos já estão colocando seus nomes na disputa, nós precisamos colocar o nosso também", completa o dirigente partidário.

Marcada para o próximo dia 30, domingo, a reunião ampliada do Diretório Municipal terá como ponto de pauta, entre outros itens, a cobrança para que Orpham assuma publicamente a condição de pré-candidato a prefeito nas eleições do ano que vem. Segundo o ex-presidente da Câmara, seu comportamento sempre foi de um "homem de partido", assim, o que for definido ele acatará.

sábado, 10 de setembro de 2011

O pronunciamento da presidenta e o teatro global

(Artigo originalmente publicado no Jornal Impacto - autor: Carlos Orpham)

Ontem, dia 6, no Jornal Nacional da Rede Globo, o casal preferido de Ali Kamel, Willian Bonner e Fátima Bernardes, anunciou com uma voz grave e expressão de grande preocupação que a inflação do mês de agosto subiu para o patamar mais alto dos últimos anos chegando a um “perigoso” 0,37%. Em tom mais grave ainda Bonner disse que a inflação acumulada nos últimos 12 meses ultrapassou em muito a meta fixada pelo governo de 6,5%, ficando em, também perigosos, 7,23%. Isso, depois do comunicado à Nação proferido pela Presidenta Dilma por ocasião do Dia da Independência, onde ela deixa clara a posição de seu governo.

Dilma Rousseff foi cristalina ao dizer que a taxa básica de juros da economia, a Selic, que sofrera uma queda de 0,5% na semana anterior, continuaria encolhendo gradualmente e conclamou, a exemplo do que fez o ex-presidente Lula durante a crise passada, o setor produtivo a continuar produzindo, a indústria a continuar investindo e ampliando suas fábricas, os agricultores a continuar plantando e colhendo, e o povo trabalhador a continuar comprando e acreditando no país.

O que a Rede Globo quis dizer com os “graves” anúncios inflacionários é que Dilma tem que ter cuidado com a diminuição da taxa de juros, pois a inflação estaria subindo demais. Tem gente que não acredita que a emissora dos Marinhos trabalhe assim: defendendo os interesses mais mesquinhos de seus patrocinadores, os banqueiros, milionários e grandes especuladores. Eu, como tantos outros, não consigo ver de outra forma. A quem interessa a manutenção da taxa de juros lá em cima senão aos anteriormente citados e à oposição, que, mesmo não querendo a diminuição da Selic, usa isso como motivo para bater no governo. Quando digo que a oposição não quer de fato da diminuição dos juros é por que são eles os representantes diretos daqueles que ganham com a taxa alta.

A Globo sabe (o casal 20 talvez não, pois não estão lá para pensar e sim para cumprir as ordens e fazer as expressões teatrais dirigidas por Kamel) que falar de uma inflação mensal de 0,37% e uma anual de 7,23% nenhum impacto causa no povo que já conviveu com índices 10, 20 vezes maiores do que estes. Portanto o recado é mesmo para o Governo Dilma e, obviamente, vai continuar pelos próximos meses.

O importante é que a Presidenta parece firme no propósito de continuar baixando a taxa de juros. Assim a economia pode crescer mais e gerar mais empregos. O que eu ainda não vi, mas espero ainda um sinal positivo da nossa mulher forte é que seu Governo não pensa que aumento salarial gera inflação. Afinal a política e a ação sindical dos últimos anos de conquistar aumento real de salário não pode ser interrompida. Até por que, como a própria Presidenta disse em seu pronunciamento à Nação, é preciso que o povo continue comprando. Que assim seja então!

sábado, 13 de agosto de 2011

Para não dizer que não falei do lado bom

(artigo publicado originalmente no Jornal Impacto - autor: Carlos Orpham)

Sempre digo, e ouço dizer, que as pessoas em geral dão mais importância para as coisas mal feitas do que para as coisas boas que acontecem no dia a dia. Nos jornais, tanto escritos quanto televisivos, a ênfase é sempre para as notícias ruins. Eu também às vezes caio nessa armadilha. Em meus textos, apesar de falar também de coisas boas, na maioria das vezes faço o contrário. Agente é assim. Mas não deveríamos ser. Para tentar, então, mudar essa lógica resolvi escrever hoje um texto positivo.

Nesta semana precisei ir por duas vezes à Receita Federal, lá no prédio do Bebedouro Shopping, ao lado do Savegnago Supermercado, e percebi algumas mudanças significativas. E para melhor! Lembrei-me que há uns dez anos escrevi um texto para um jornal da cidade “O Sucateamento do Serviço Público”. Nele eu comentava o processo de deterioração dos serviços prestados pelo Governo Federal sob a presidência de Fernando Henrique Cardoso. No auge das privatizações, a alegação governamental era que a venda das empresas estatais seria importante, entre outros motivos, por que o dinheiro advindo das privatizações seria investido na melhoria dos serviços públicos. No entanto, criticava eu, a qualidade piorava bastante, ou pelo menos não melhorava em nada. No referido texto contei que precisei de uma informação da Receita, quando ela ainda funcionava na Praça Monsenhor Aristides da Silveira Leite, e recebi um atendimento péssimo. Além de ter apenas dois funcionários para atender uma fila enorme, fui abordado pelo vigilante de uma forma muito grosseira. Ao aproximar-me do balcão para pedir a informação, pelas minhas contas, sem nenhum constrangimento nem polidez o homem fardado de então, lascou: _ Fala! O restante dos meus comentários não é necessário lembrar.

Desta vez, depois de mais de dez anos, eu ali, sentado, com uma senha eletrônica na mão, aguardando minha vez de ser atendido por um funcionário qualificado depois de ter passado por um primeiro atendente, fiquei a pensar o quanto aquela repartição melhorou. O vigilante, muito educado, estava cumprindo exatamente a sua função, vigiar. Cadeiras adequadas para se sentar, ar condicionado, lugar asseado e agradável, em nada se parece com a repartição pública de outros tempos. A espera foi pouca e o atendimento foi rápido e eficaz. A junção com a fiscalização previdenciária, que funciona no mesmo lugar, parece ter dado certo. É claro que alguns problemas ficaram por resolver, principalmente em relação à equiparação salarial dos servidores e outras questões relativas às condições de trabalho. Porém, a mudança para melhor é a olhos vistos.

Na mesma linha vai o atendimento no INSS. As intermináveis filas de antanho não existem mais e é possível hoje ser atendido com hora marcada. Um benefício pode ser concedido em alguns minutos se a documentação estiver toda em ordem. As greves dos funcionários do Instituto eram constantes e faziam com que os processos atrasassem ainda mais. Hoje as coisas estão diferentes também nessa área, as greves são bem mais escassas. Logicamente, da mesma maneira que acontece na Receita Federal, os problemas funcionais e salariais ainda existem e são relevantes. Porém o esforço para solucioná-los tem sido maiores. Assim, o atendimento ao público na Previdência Social também melhorou bastante. E vejam que interessante: isso acontece exatamente num período em que saiu da pauta do governo a política de privatizações, portanto, sem nenhum dinheiro vindo da dilapidação do patrimônio do povo brasileiro.
Puxa vida, não foi tão difícil assim! Se a gente quiser procurar alguma coisa boa, não é que acabamos achando!?

domingo, 24 de julho de 2011

A vida muda, alguns homens não

(Artigo originalmente publicado no Jornal Impacto - autor: Carlos Orpham)

Na semana retrasada participei de um congresso em São Paulo e, num momento em que as discussões não estavam nada interessantes, lembramos, eu e mais dois colegas, que a Seleção Brasileira e a Paraguaia estavam se enfrentando pela Copa América. Um deles ligou o celular (smart phone) e através dele assistimos ao final da partida que terminou em 2 a 2. Alguns dias depois, já em casa, resolvi pedir um sanduiche num Disk Lanches localizado no setor norte da cidade. Ao telefone, depois de fazer o meu pedido, passei meu endereço e perguntei se eles aceitavam cheque, pois estava sem dinheiro. Do lado de lá da linha o atendente me perguntou: _mas o senhor não tem cartão? _Tenho, por quê? Você tem a maquininha? Respondi, com outra pergunta. _Temos sim, o motoboy leva e passa o seu cartão. E assim foi feito. Paguei meu “x salada” com o cartão.

A nossa forma de viver se transforma com os avanços tecnológicos. Às vezes não nos damos conta disso, mas se pararmos para analisar com detalhes veremos o quanto tudo mudou em tão pouco tempo. A tecnologia não pode vir para gerar infelicidade, desemprego, nem fortalecer vícios consumistas, tem que vir para servir ao homem e melhorar a vida em sociedade. É assim que devemos entender esses avanços.

Em termos sócio-econômicos as coisas também tem mudado bastante. Segundo dados do CAGED – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho e Emprego, no primeiro semestre deste ano foram criados 1,4 milhão de novas vagas no mercado de trabalho brasileiro. Algo inimaginável uma década atrás, quando se gerava algo em torno disso num período de 10 anos. No dia 12 de junho saí com a família para almoçar fora. Nos quatro restaurantes que procurei não havia mesa vazia e ainda tinha uma boa fila de espera.

Outro fato marcante dessa transformação é que minha atual empregada doméstica, de vez em quando, vai trabalhar de carro. A empregada anterior comprou um carro zero Km da mesma marca e modelo do meu Uno Mille/95. Isso me faz lembrar uma entrevista que assisti com o ex-jogador Raí falando sobre sua vida na França quando jogava pelo Paris Saint Germain. O ídolo do São Paulo Futebol Clube dizia que lá na “Cidade Luz” a vida era diferente, a realidade social era diferente, “minha filha freqüenta a mesma escolinha que a filha da minha empregada”, contava o politizado ex-craque que até hoje toca projetos sociais no Brasil. Ainda não vivemos a mesma realidade da França, na verdade o Brasil ainda tem grandes contradições; ao mesmo tempo em que pode entrar, num futuro breve, para o grupo das cinco maiores economias do mundo, ostenta também a desonrosa posição de 10ª nação em pior distribuição de renda. Para continuarmos caminhando rumo à construção de sociedade mais próxima daquela dos nossos sonhos é preciso, além de políticas públicas, generosidade e grandeza política por parte de nossas elites acostumadas a excessiva acumulação de riquezas.

O combate permanente à corrupção na administração pública também é fator preponderante para crescermos enquanto organização social autônoma e soberana. Por isso a Reforma Política se reveste de grande importância neste momento em que avançamos em termos sócio-econômicos, porém patinamos na lama da corrupção e falta de caráter das administrações em todos os níveis. Da municipal não é nem necessário falar mais.