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sábado, 13 de março de 2010

Orpham recebe Edinho Silva, presidente estadual do PT

Edinho Silva, ex-prefeito de Araraquara e atual presidente estadual do PT, esteve em Bebedouro nessa sexta-feira, 12, visitando seus correligionários petistas e o prefeito Italiano. Recebido por Carlos Orpham no Sindicato dos Bancários, falou aos membros do Diretório Municipal do partido sobre a organização da campanha de Dilma à presidência da república, da qual será o coordenador no estado de SP.
Segundo Edinho, a campanha será caracterizada por muita baixaria da oposição, como as matérias articuladas e requentadas publicadas recentemente pela Isto é e Veja, respectivamente sobre Pimentel e Bancoop. Mesmo assim, o coordenador estadual da campanha Dilma-presidenta acredita na vitória e na continuidade do projeto político que está melhorando o Brasil com o presidente Lula.
Para o governo do Estado de São Paulo, Edinho também acredita que é possível ao Partido dos Trabalhadores ganhar as eleições, colocando um fim na hegemonia do PSDB/DEM no estado mais rico da federação. "Com candidatura própria ou com Ciro Gomes, vamos ganhar", prevê.
Visita à prefeitura - Após a reunião com membros do diretório municipal, Edinho seguiu para a prefeitura, acompanhado de Carlos Orpham, onde teve uma rápida conversa com o prefeito Italiano. Edinho retribuiu a visita de Italiano ao seu escritório político em Araraquara no mês passado e se colocou a disposição para ajudar a cidade, sobretudo em relação ao programa Minha Casa Minha Vida do Governo Federal, que está com a papelada emperrada.
Segundo Carlos Orpham, "o PT sempre esteve com disposição de ajudar a cidade e vai continuar assim, independente de quem seja o prefeito", disse o dirigente ao blog.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Minha Casa, Minha Vida: o sonho e o emprego


(artigo publicado originalmente no Jornal Impacto - autor: Carlos Orpham


No último dia 13/04 o Governo Federal lançou o programa Minha Casa, Minha Vida, com o qual pretende construir um milhão de moradias e gerar 3,5 milhões de empregos em 3 anos, conforme previsão da Caixa Econômica Federal, que será o Agente Financeiro do projeto. Serão investidos um total de R$ 60 bilhões, dos quais, R$ 34 bilhões serão subsidiados e destinados a famílias com renda até 6 salários mínimos. As prestações serão adequadas à capacidade de pagamento de cada família.
Um dos pontos importantes do programa é a criação do Fundo Garantidor, que honrará o pagamento das prestações durante o período em que o mutuário, eventualmente, ficar desempregado.
A boa notícia para cidades como a minha, Bebedouro, é que o programa foi estendido para todos os municípios brasileiros. A princípio seria apenas para aqueles que têm mais de 100 mil habitantes. Agora, todos poderão aderir ao programa na Caixa Econômica Federal. A estados e municípios caberão fazer: aportes financeiros; doação dos terrenos; infra-estrutura para o empreendimento; desoneração fiscal; agilização das aprovações de projetos, alvarás, autorizações e licenças.
Tenho defendido aqui nesse espaço, medidas para enfrentar a crise que, diferentemente daquelas que retiram direitos e precarizam as relações de trabalho, tenham impacto direto no aumento da oferta de vagas no mercado de trabalho, como são os investimentos em habitação. A construção civil é um setor que tem esse potencial gerador de empregos. Por isso o programa do Governo Federal vem em boa hora.
Além disso, a casa própria ainda é objeto dos sonhos de milhões de famílias brasileiras. Trata-se, portanto, de unir o útil ao agradável. Claro que não se podem relegar os cuidados ambientais, urbanísticos, etc., como insistem alguns, porém é muito bem vindo um programa que ao mesmo tempo realiza o sonho de milhões de pessoas e gera empregos e felicidade.

Obviamente, estados e municípios terão de fazer a sua parte, afinal, enfrentar a crise, aquecer a economia e gerar empregos é responsabilidade de todos os entes federados, não apenas do Governo Federal. Serra e Cassab parecem não pensar bem assim, pois tudo indica que querem boicotar o Programa, por motivações eleitoreiras. Vale lembrar que muitos prefeitos se elegeram em cima de promessas relativas à construção de casas populares. Eventuais alegações de dificuldades em virtude da diminuição na arrecadação municipal, caem por terra com o anúncio do Presidente Lula de que os municípios receberão este ano o mesmo valor que receberam em 2008 do Fundo de Participação dos Municípios – FPM.
O momento requer unidade. Mãos à obra!