sábado, 13 de junho de 2009

Entidades coletam assinaturas contra a CIP - Contribuição de Iluminação Pública

Entidades da cidade se mobilizam e coletam assinaturas em um abaixo-assinado contra a CIP – Contribuição de Iluminação Pública, proposta pelo poder executivo municipal. O projeto, assinado pelo prefeito Italiano, deverá ser votado na Câmara nas próximas semanas. Enquanto isso o Sindicato dos Trabalhadores nos Correios, o Sindicato dos Bancários, o núcleo do PCB de Bebedouro e o Diretório Municipal do PT, trabalham para coletar o máximo de assinaturas visando à rejeição do projeto de lei. Pela proposta do prefeito a nova contribuição seria de R$ 4,90 por residência.
Quem quiser aderir ao abaixo-assinado é só entrar em contato com uma das entidades organizadoras.

Acabar com imposto para fortalecer os sindicatos

(artigo originalmente publicado no Jornal Impacto - autor: Carlos Orpham)

Desde que comecei a participar e estudar a história, as concepções e as práticas do movimento sindical brasileiro, tenho defendido, junto com tantos outros companheiros o fim do Imposto e da Unicidade Sindicais. Criados pela legislação fascista de Getúlio Vargas, inspirado na, há muito revogada, Carta del Lavoro, de Mussolini, esses dispositivos, ao contrário do que parece, distorcem e enfraquecem a representação sindical.

O imposto, chamado formalmente de contribuição sindical, é descontado no salário de todo trabalhador independentemente de sua opção pela filiação ao sindicato que lhe representa perante seu patrão. Isso, somado à impossibilidade de se organizar mais de uma entidade numa mesma base territorial, que não pode ser menor que um município, nutre o sindicato de fachada, os chamados pelegos. Infelizmente, essa realidade se alastra país a fora.

Há muitos entraves para as mudanças nessa área, pois manter o status quo favorece amplos setores sindicais, de trabalhadores e patronais. Vale dizer que os sindicatos patronais também recebem esse tipo de imposto e com ele mantém uma poderosa estrutura e poder.

O Sindicato dos Bancários de São Paulo não recebe essa “contribuição” há quase uma década, porém para conseguir deixar de recebê-la teve que travar uma longa batalha judicial e enquanto demandava, devolvia o valor aos bancários.
Isso quer dizer, então, que pensamos que os trabalhadores não devem contribuir com seus sindicatos? Não, não é isso! Entendemos que as entidades sindicais devem ser mantidas pelos próprios trabalhadores, porém de forma espontânea, só isso pode acabar com as representações de fachada. Pois elas teriam que apresentar trabalho e ter legitimidade para continuar existindo e recebendo contribuições dos trabalhadores que representa. Caso contrário, sendo opcional ou podendo optar por associar-se a outra entidade, esses trabalhadores deixariam de contribuir com aquela que não tem trabalho.

É claro que existem sindicatos com realidades diferentes. Entidades menores, que não têm a estrutura dos bancários de SP, têm dificuldade para fazerem o mesmo, embora tenham seu trabalho reconhecido por seus representados, como é o caso dos bancários de Barretos. Por isso, nossa proposta apresentada no Fórum Nacional do Trabalho é do fim do imposto sindical de maneira gradual e a introdução de uma contribuição única e espontânea dos trabalhadores filiados, aprovada em assembléia.

Nosso país tem muito que avançar nessa área, precisa urgentemente ratificar a Convenção 87 da OIT – Organização Internacional do Trabalho, que trata da liberdade e autonomia sindicais. E liberdade e autonomia não combinam com imposto, nem com unicidade.

e-mail: carlos.orpham@yahoo.com.br
Blog: http://carlosorpham.blogspot.com/

sábado, 6 de junho de 2009

As filas e o poder dos banqueiros


(Artigo originalmente publicado no Jornal Impacto - autor: Carlos Orpham)



A lei dos quinze minutos como tempo máximo de permanência de usuários e clientes nas filas dos bancos, não está dando o resultado esperado. Obrigar os banqueiros a contratar mais bancários e proporcionar um melhor atendimento à população são os objetivos principais da lei, que foi aprovada em vários municípios brasileiros. Em Bebedouro, a Câmara Municipal aprovou um projeto de minha autoria, quando vereador, e ela passou a valer também em nosso município.

O grande problema é que os cartolas do sistema financeiro são muito poderosos. Têm gente de sua relação e confiança em todos os cantos e vivem ganhando liminares contra esse tipo de legislação. Recentemente, durante o feriado prolongado de 21 de abril, a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) pagou para um grupo de 42 juízes do trabalho, ministros do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e representantes dos Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs) passagens, hospedagens e refeições para participarem de um Congresso promovido pela própria entidade em um resort cinco estrelas, na Praia do Forte (BA). Os convidados ainda tiveram direito de levar acompanhantes.

O poder econômico associado a interesses mesquinhos pode provocar situações de grande injustiça, se quiser. E, nesse caso, parece querer. Os bancos brasileiros têm mantido seus altos lucros, apesar da crise mundial e mesmo assim se fazem de morto quando o assunto é atender bem aos usuários do sistema. O Bradesco, por exemplo, registrou lucro líquido de R$ 1,7 bilhão só no primeiro trimestre deste ano.

O dar de ombros dos banqueiros para esse assunto prejudica mais ainda os próprios bancários e a população em geral, pois uns são jogados contra os outros, enquanto os verdadeiros culpados se locomovem de helicóptero, de suas mansões às belas torres onde ficam seus luxuosos escritórios, para ficar longe do trânsito e do povo prejudicado.

Regular o Sistema Financeiro de maneira adequada, visando garantir investimentos no setor produtivo, geração de mais empregos e atendimento digno à população se faz urgente. Governos e sociedade precisam se mobilizar para cobrar isso, sem nos esquecermos que bancários e população são vítimas, o vilão está nas alturas.

e-mail: carlos.orpham@yahoo.com.br

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Orpham fala a alunos do ensino médio sobre meio ambiente




Nesta quinta-feira, dia 4, pela manhã, o ex- vereador Carlos Orpham proferiu palestra sobre meio ambiente aos alunos do 3° ano do nível médio da Escola Estadual João Domingos Madeira, no Jardim Claudia. Orpham, que também é professor de Ciências, começou a dedicar-se ao tema quando era vereador e realizou uma Audiência Pública na Câmara para discutir o Aquecimento Global, com o ambientalista argentino Jorge Héctor Rosas. No ano passado e retrasado o ex-vereador falou em várias escolas da cidade e numa de Monte Azul Paulista sobre o assunto.
Para ele "é sempre uma alegria falar para jovens, principalmente sobre meio ambiente". "As mudanças comportamentais em relação a isso tem que partir de todos, poder público e sociedade", alerta.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Verba do Governo Federal torna realidade mais uma Unidade de Saúde em Bebedouro

Dessa vez foi a ESF do Jardim União

Foi inaugurada no dia 30 de maio a ESF - Estratégia de Saúde da Família "Dr. João Carlos Galhardo", no Jardim União. Para a construção do prédio foram utilizados R$ 170 mil enviados pelo Governo Federal. Segundo Carlos Orpham, a obra, iniciada no ano passado, foi objeto de comentários seus junto aos moradores do União e entorno, durante a campanha eleitoral do ano passado. "Nós dizíamos que os recursos vinham do Governo Federal, por que muitas vezes o Municipal omite isso da população", explicou.